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Albergaria. Terá “A Praça” perdido a graça?

por alho_politicamente_incorreto, em 22.11.18

Foto retirada daqui

 

Mercado Municipal - os velhos e os novos problemas. O novo mercado municipal, mais do que não ter resolvido problemas antigos, parece ter suscitado novas questões que não terão sido cabalmente ponderadas. Não deixa de ser motivo de perplexidade que parte significativa dos feirantes não caibam – percebemo-lo hoje – n’”A Praça”. O caso ganha contornos de verdadeiro embaraço quando se constata que o mercado se estende para lá do seu perímetro, ocupando, para espanto geral, a Praça Dr. Albuquerque Pinho. Por outro lado, a zona de restauração, em tempo de (previsível) invernia, revela-se profundamente desconfortável e os acessos para entrada e saída de viaturas de mercadorias, além de exíguos, provocam sérios constrangimentos ao trânsito nas vias adjacentes. Afinal, o que falhou? Fizeram mal as projeções? Houve trabalhos que (ainda) não se fizeram? Haverá trabalhos mal feitos?

 

Recorde-se que a inauguração do novo mercado municipal, agora chamado “A Praça”, só aconteceu a 14 de abril passado. Segundo a edilidade, «a obra contemplou um investimento de cerca de um milhão e setecentos mil euros, e teve financiamento dos fundos comunitários, através do Programa Operacional Centro 2020». Luís Tavares Pereira é o autor do projeto de requalificação. Como assinalei neste espaço, para uma obra com um prazo de execução de 365 dias e um contrato escrito de empreitada celebrado a 7 de julho de 2016 (!), afigurou-se credor da maior inquietação o facto de (só) ter sido oficialmente inaugurada em abril de… 2018.

 

Foi por isso que, na altura, ressalvei: «além dos prazos terem sido claramente ultrapassados, ainda teremos de esperar para saber se existirão trabalhos a mais, trabalhos a menos, erros ou omissões porque, em princípio, afigura-se provável que os valores finais possam ser (muito) mais elevados do que os agora revelados.»

De momento, com tudo o que se consegue documentar relativamente ao Mercado, temos cerca de 2,445 M€ despendidos, um valor que até poderá pecar por defeito. Aguardemos pelas contas finais.

 

A questão do estacionamento. Aos novos mercados municipais aplicou-se uma nova estratégia que assenta na fidelização dos cidadãos, através da criação de infraestruturas no centro das cidades, nomeadamente ao nível de estacionamento, ruas pedonais e respetiva dinamização do comércio local. Mantenho que, em Albergaria, a intervenção falhou OSTENSIVAMENTE nos capítulos do estacionamento e do incremento integral e harmonioso do comércio envolvente.

 

Apesar de os mercados terem algumas vantagens competitivas, nomeadamente ao nível da qualidade dos produtos frescos e da relação de proximidade vendedor-consumidor, assoma-se o imperativo de viabilizar outros fatores de atratividade como formas de fidelização do cliente. A saber: o alargamento do horário de funcionamento, o serviço de carrinhos para efetuar as compras no mercado, as entregas ao domicílio, a realização de eventos temáticos para a dinamização do espaço e campanhas de promoção.

 

De momento, e apesar de algumas iniciativas já realizadas no sentido de ali promover alguns eventos culturais - que, no mesmo dia e hora, até se sobrepuseram a outros - o que se tem visto n´”A Praça”, na maioria destes domínios, não é animador. Por isso, importaria saber quantos clientes já conseguiu – ou conseguirá - desviar das superfícies comerciais já existentes em Albergaria. Ou terá “A Praça” perdido a graça?

José Manuel Alho

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Albergaria. Em nome das pessoas.

por alho_politicamente_incorreto, em 08.11.18

 

Opinião.jpg

Correios na Branca. Em abril passado, dei conta, neste espaço, do risco de encerramento da Estação dos Correios da Branca. Com efeito, aquela freguesia tem Correios há, pelo menos, 128 anos, sendo que usufrui de uma Estação há quase oito décadas. O certo é que no passado dia 25, em Assembleia de Freguesia, foi votada a instalação de um Posto de Correios no edifício daquela Junta de Freguesia. Estranho e lamento este desfecho. Censuro a opção de algumas autarquias que aceitaram estabelecer protocolos com os Correios, disponibilizando instalações e funcionários para assegurarem serviços de correio aos seus clientes, a troco de fraca compensação pecuniária. Como hoje já se percebeu, esses protocolos são invariavelmente deficitários para as juntas de freguesia. De resto, indigno-me com o facto de os cidadãos terem, através das instalações daquelas autarquias, de ajudar a suportar os encargos dos serviços que uma empresa PRIVADA está obrigada a assegurar desde o momento da concessão formalizada em 2013. Mais cedo que tarde, ainda corremos o risco de vermos juntas de freguesia a angariarem clientes para o Banco CTT. Por fim, assinale-se que, em 2017, os CTT-Correios de Portugal registaram um lucro líquido de 27,3 milhões de euros.

«Sobre a Estação dos Correios. Na Branca, não se poderia ter feito mais e melhor em favor das pessoas? Terá faltado articulação entre o executivo daquela Junta de Freguesia e a Câmara Municipal, detidas, por sinal, pelo CDS/PP Albergaria? Mais cedo que tarde, ainda corremos o risco de vermos juntas de freguesia a angariarem clientes para o Banco CTT.»

 

O que outros fizeram em defesa das suas populações. Em situação análoga, a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões interpôs providência cautelar contra a Administração dos CTT, que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, no mesmo dia 25 de outubro, considerou “procedente”. Em causa estava o encerramento da estação de Correios de Aguiar da Beira e/ou de Oliveira de Frades. A concessionária ficou proibida de alterar a sede das estações de Correios sem a «avaliação da entidade reguladora competente». O Tribunal proibiu ainda os CTT de operacionalizar a redução do horário de funcionamento bem como a extinção ou a transformação por postos em toda a área abrangida pela CIM Viseu Dão Lafões.

Na Branca, impõe-se saber se não se poderia ter feito mais e melhor em favor das pessoas. Terá faltado articulação entre o executivo daquela Junta de Freguesia, liderado por Carlos Coelho, e a Câmara Municipal, presidida por António Loureiro, detidas, por sinal, pelo mesmo partido político? Alguém será tão crédulo ao ponto de acreditar no fatalismo de cenários catastrofistas elevados ao cúmulo do «pegar ou largar»?

 

Branca - outros sinais que suscitam apreensão. A esta questão dos Correios, que sei ter surpreendido negativamente os branquenses, juntam-se outros sinais credores da maior preocupação. Recorde-se que, desde há meses, se acumulam naquela vila os relatos de falta de dinheiro nos terminais de levantamento de dinheiro (ATM). Novos e velhos, com maior ou menor dificuldade, têm experimentado a frustração de regressarem de mãos vazias. Uma situação que penaliza fortemente a economia local, com danos e implicações que urge valorar cabalmente. É por estes e por outros retrocessos, conjugados com a descida consistente da população eleitora naquela freguesia, que cumpre dar voz à exortação de Alírio Silva, jornalista branquense: «Por favor, não matem a nossa Branca!»

 

Encerramento de unidades de saúde - o manto de silêncio que alguns lançaram. Não se conhecendo o diagnóstico e o pensamento estratégico do atual Presidente de Câmara para a Saúde no Concelho, evidência que ajudará a compreender a política do silêncio quando se imporia o esclarecimento das populações, insiste-se nas perguntas há muito por responder: alguma das unidades de saúde (de Angeja, Ribeira de Fráguas, Alquerubim e até de São João de Loure) corre risco de fechar? A freguesia da Ribeira de Fráguas corre mesmo o risco de perder o seu médico, que – como bem reparou a povo - já se vai repartindo com os utentes da Branca? E Valmaior? Vai manter tão intermitente serviço, caracterizado por múltiplos de constrangimentos? O povo de Valmaior não merece melhor?

Volto a alertar para as manobras perpetradas sob a capa de um falso redimensionamento ou a pretexto de uma (sempre) cavernosa otimização de recursos…

 

Albergaria-a-suja? Além das escandalosas falhas na recolha diária dos resíduos urbanos, na limpeza e higienização dos contentores, que colocam sérios riscos ambientais e de saúde pública,  cumpre notar que Albergaria podia (e devia!) estar mais asseada. Excetuando o centro da cidade, tudo o resto aparenta um desleixo que se afigura, a todos os títulos, reprovável. Urge planear, de forma mais proficiente, a varredura dos arruamentos, a deservagem ou desmatação e, principalmente, a lavagem de ruas e a limpeza de sarjetas e sumidouros. Este serviço, para quem o menospreza, é fundamental na limpeza urbana, uma vez que evita o surgimento de bacias de água, facilitando o escoamento das águas pluviais. Assuntos que, atente-se, só importam a autarcas diligentes.

José Manuel Alho

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